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A esperança é a certeza dentro de nós. É como uma luz que atravessa a escuridão da noite. É necessária ao coração como o sol à existência. Pode-se estabelecer como princípio que só sabem vencer aqueles que sabem esperar.
Os Três pontos cardeais da vida são:
1º) A ESPERANÇA, que a ilumina;
2º) A CERTEZA, em que se apóia;
3º) A FÉ, que a conduz.

SEJAM BEM-VINDOS.
Shalom Adonai.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

AS ESCRITURAS SAGRADAS COMO REGRA DE FÉ E PRÁTICA

Texto básico: Salmo 19: 7 a 14


Talvez não haja ameaça mais séria à vida da Igreja hoje do que a debandada para abraçar as doutrinas da psicologia secular. A substituição do aconselhamento bíblico por terapias e teorias, essencialmente humanistas, ameaça à vida da Igreja. O Salmo 19 é uma declaração Divina da suficiência da Palavra de Deus, para todas as necessidades da alma humana. Nos seis primeiros versículos, é apresentada a revelação natural de Deus. O tempo e o espaço proclamam a existência de uma causa primeira, Deus. (Rm. 1:20).
Entretanto, a despeito dessa grande proclamação os homens confundem e rejeitam a revelação de Deus. (Rm. 1:21 a 23) Nos versículos, 7 a 14, temos a revelação escrita que é perfeita e converte a alma humana. Aquilo que a revelação natural apenas promete, a revelação escrita realiza.
Vejamos a Palavra Escrita do Senhor. Nos versículos 7 a 9, lemos “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e da sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos”. Veja, o quanto é rica a Palavra de Deus.
Primeiro: ”A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” O substantivo “lei” (Torah), compreende a vontade de Deus revelada. Aqui, Davi a usa para se referir as Escrituras como a totalidade do que Deus revelou para nossa instrução.(Js. 1:8) O adjetivo “perfeita”, é tradução do hebraico “tamim” e descreve a absoluta perfeição.(Sl. 18:30) A Palavra de Deus de nada precisa para ser completa. Tudo que o homem precisa, encontra-se na Palavra de Deus. O verbo “restaurar”, indica o que a Palavra faz em benefício do homem. Ela “converte”, “refresca” e “transforma” a pessoa em sua totalidade.
Segundo: “O testemunho do Senhor é fiel e da sabedoria ao símplices”. Testemunho (eduf), fala da Palavra como um depoimento Divino. É a verdade atestada pelo próprio Deus. “se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior”. (I Jo 5:9) “Fiel”, significa aquilo que é firme e comprovado. O testemunho do Senhor é inabalável, irremovível, inconfundível e digno de confiança. Podemos edificar a nossa vida sobre o fundamento sólido da Palavra de Deus.(Mt. 7:24 e 25) O “símplice”, é aquela pessoa ingênua, influenciável, mas, que ao receber a Palavra de Deus, se torna sábia. (II Tm. 3:15) A sabedoria adquirida pela Palavra de Deus, contraria a “sabedoria dos homens”, que na realidade é loucura. (I Co. 1:20).
Terceiro: “Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração”. “Preceitos”, são orientações e princípios Divinos para o caráter e a conduta do homem. Pessoas de todo o mundo clamam pedindo orientação. Milhões, consultam diariamente os horóspocos em busca de orientação para suas vidas. Muitos têm enveredado pela astrologia, pela necromancia e pelos diversos seguimentos do ocultismo. Mas, somente os preceitos do Senhor são retos para conduzir o homem ao certo e verdadeiro.(Sl. 119:105) Leiamos também (Jr.15:16).
Quarto: “O mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos”. O substantivo “mandamento” (mitsua), indica a maneira autoritária como Deus se dirige a nós. A bíblia não é um livro de sugestões. São ordens Divinas que devem ser obedecidas. São princípios obrigatórios para o nosso bem. O adjetivo “puro” indica a clareza e a lucidez da Palavra de Deus. (Sl. 12:6). A bíblia não é um livro confuso ou enigmático, mas revelador, esclarecedor...”Ilumina os olhos”, isto é, traz entendimento em meio à ignorância espiritual.
Quinto: “O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre”. Davi usa a palavra “temor” como sinônimo para as Escrituras. “Temor” fala da admiração referente a Deus que nos compele a adorá-Lo. Portanto, as Escrituras são nosso manual de adoração. O adjetivo “límpido” fala da ausência da impureza.
Sexto: “Os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos”. “Juízos” são as decisões judiciais que Deus registrou com respeito a várias situações humanas. Nesse contexto, significam ordenanças ou veredictos Divinos que procedem do Trono do Supremo Juiz. A bíblia é o padrão Divino para julgar a vida e o destino eterno dos homens.(Sl. 98:8 e 9) “Verdadeiros”, literalmente “verdade” no sentido de confiabilidade. Verdade em contraste com a falsidade, a mentira e o engano.
Caríssimos irmãos, que grande privilégio é possuirmos a Palavra de Deus, e, sobretudo, deixar-se possuir por ela. Muito poderia ser dito a respeito deste assunto, contudo, achamos ser suficiente o que já foi dito. Alguém disse com muita precisão estas palavras a respeito das Escrituras Sagradas:
“OU A BÍBLIA ME SEPARA DO PECADO OU O PECADO ME SEPARA DA BÍBLIA”.

O DEUS QUE DESTRÓI A ESPERANÇA ERRADA.

Me mandaram ver e eu fui ver. Era um bando de homens despidos e descalços, com as nádegas descobertas. Entre eles havia moços e velhos. Não era uma cena coletiva de exibicionismo. Não era também um desfile gay. Esta multidão de homens de nádegas para fora era formada de egípcios e etíopes. Eram prisioneiros de guerra. Estavam sendo levados por um general chamado Tartã para a Assíria. Tiraram-lhes as roupas para os humilhar ainda mais. Sargom, o rei da Assíria, queria exibir o seu poder e infundir terror.
Aquela cena de nudismo era também uma mensagem visualizada da parte de Deus. Ele queria mais uma vez destruir a esperança errada, a esperança frágil, a esperança vã. Em tempos de crise e de perigo, Israel estava pondo a sua esperança na glória do Egito e na glória da Etiópia. Para escapar da Assíria e do juízo da Deus, o povo escolhido precisava de arrependimento e conversão. Precisava de mudança de comportamento. Israel pensou que podia substituir o arrependimento e a conversão a seu jeito, sem se humilhar diante de Deus, sem alterar o seu estilo de vida, sem levar em conta o compromisso religioso. E não deu certo.
Agora Israel está vendo com seus próprios olhos não os homens com as nádegas de fora, mas a destruição de sua esperança. Aqueles vencidos e envergonhados homens de guerra eram o objeto de sua esperança até então. Uma esperança dramaticamente frustrada, seguida de desespero: “Como, pois, escaparemos nós?” (Is 20:1-6).
A mensagem das nádegas descobertas é também para os dias de hoje. Talvez ainda haja tempo para desistirmos de certas esperanças que tentam nos livrar do arrependimento e da conversão. Qualquer expediente que não remova o pecado não funciona, nem a médio nem a longo prazo. Quanto mais depressa se reconhece este fato, mais possibilidade de cura e de salvação há. Não adianta negar o pecado, não adianta fazer obras de misericórdia para contrabalançar o pecado, não adianta interpretar as Escrituras Sagradas de modo diferente para escapar de um Deus Santo e Justo, não adianta pôr culpa no diabo ou na sociedade para se apresentar como vítima e não como culpado, não adianta se esquecer do problema como se ele não existisse, não adianta ter “forma de piedade” sem o fruto do Espírito, não adianta empurrar o processo da expiação do pecado para as chamadas outras vidas ou reencarnações. O mais depressa possível, é preciso chegar, pela Graça de Deus, à mesma soleníssima pergunta que o autor da Epístola aos Hebreus faz: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2:3).
O desfile daqueles egípcios e etíopes de nádegas para fora precisa chocar também a geração atual, levando-a ao arrependimento e à conversão. Precisamos levar em conta o poder e o hábito que Deus tem de destruir as falsas esperanças do homem!



Pr. Maurício F. Morais, DD.

PLENITUDE DO CONHECIMENTO.


Há coisas encobertas ou escondidas e coisas reveladas. As primeiras pertencem a Deus e as segundas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre. O propósito das coisas não escondidas é para que as conheçamos e as ponhamos em prática (Dt 29:29).
Este é mais um traço da soberania de Deus: Ele mostra o que quer, quando quer e a quem quer. Compete ao homem fazer o melhor uso possível das coisas reveladas. Elas são suficientes para se conhecer a Deus e para se chegar a Ele. A parábola do rico e Lázaro deixa claro que as Escrituras desempenham plenamente este papel: “Eles (os vivos) têm Moisés e os profetas; que os ouçam” (Lc 16:29). A mesma idéia aparece na apresentação do objetivo do Evangelho segundo João: “Estes foram registrados para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20:31).
No entanto há muitas coisas que o homem não conhece hoje e quer saber. Algumas dependem da maturidade espiritual para passar do leite para o alimento sólido (1 Co 3:2).
A leitura proveitosa da Bíblia inclui meditação, investigação, conciliação de textos, busca perseverante, despojamento, humildade, fé e disposição para atender o que ela reclama. Daí a oração do salmista: “Desvenda os meus olhos para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Sl 119:18). Mesmo as coisas não encobertas, Deus as revela progressivamente. Aos discípulos Jesus adiantou: “Tenho muitas coisas para dizer, mas isso seria demais para vocês agora” (Jo 16:12).
O mais piedoso e o mais bem sucedido cristão, porém, continua com sede de conhecimento maior. O próprio apóstolo Paulo confessa: “O nosso conhecimento é limitado” (1 Co 13:9).
Hoje o cristão vive entre o “Eu sei” e o “Eu não sei”. Jó não sabia entender a razão de seu sofrimento, mas declarava confiante: “Eu sei que o meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25).
Paulo nunca soube se seu arrebatamento ao terceiro céu foi no corpo ou fora do corpo (II Co 12:2 e 3), mas afirmava: “Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (II Tm 1:12).
A plenitude do conhecimento existe. É uma agradável esperança, que pode e deve ser alimentada. Quando vierem as outras plenitudes, então junto com elas virá também a plenitude do conhecimento como está escrito:
“O que agora vemos é como uma imagem confusa num espelho, mas depois veremos face a face. Agora conheço somente em parte, mas depois conhecerei completamente, assim como sou conhecido por Deus” (I Co 13:12 em A Bíblia na Linguagem de hoje)!


Pr. Maurício F. Morais, DD.   
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As Três Árvores



Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores 
que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira, olhando as estrelas, disse: Eu quero ser baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada. A segunda olhou para o riacho e suspirou: Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas. A terceira árvore olhou o vale e disse: Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto, que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.

Muitos anos se passaram e certo dia veio três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos... Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo de animais, coberta de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito. E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes: "Para que isso?”

Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias ao ar, uma jovem mulher colocou seu neném nascido naquele coxo de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo...

A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem levantou e disse ao mar revolto: "Sossegai". E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela, pois fora condenado à morte mesmo sendo inocente. Logo, sentiu-se horrível e cruel, mas no Domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

As árvores tinham sonhos, mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.

Todos nós temos nossos sonhos, nossos planos e por vezes, eles não coincidem com os planos que Deus tem para nós. E quase sempre somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia. Por isso, é importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele, como um Pai amoroso, sabe o que é melhor, para cada um de nós.

Shalom Adonai.