Há coisas encobertas ou escondidas e coisas reveladas. As primeiras pertencem a Deus e as segundas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre. O propósito das coisas não escondidas é para que as conheçamos e as ponhamos em prática (Dt 29:29).
Este é mais um traço da soberania de Deus: Ele mostra o que quer, quando quer e a quem quer. Compete ao homem fazer o melhor uso possível das coisas reveladas. Elas são suficientes para se conhecer a Deus e para se chegar a Ele. A parábola do rico e Lázaro deixa claro que as Escrituras desempenham plenamente este papel: “Eles (os vivos) têm Moisés e os profetas; que os ouçam” (Lc 16:29). A mesma idéia aparece na apresentação do objetivo do Evangelho segundo João: “Estes foram registrados para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20:31).
No entanto há muitas coisas que o homem não conhece hoje e quer saber. Algumas dependem da maturidade espiritual para passar do leite para o alimento sólido (1 Co 3:2).
A leitura proveitosa da Bíblia inclui meditação, investigação, conciliação de textos, busca perseverante, despojamento, humildade, fé e disposição para atender o que ela reclama. Daí a oração do salmista: “Desvenda os meus olhos para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Sl 119:18). Mesmo as coisas não encobertas, Deus as revela progressivamente. Aos discípulos Jesus adiantou: “Tenho muitas coisas para dizer, mas isso seria demais para vocês agora” (Jo 16:12).
O mais piedoso e o mais bem sucedido cristão, porém, continua com sede de conhecimento maior. O próprio apóstolo Paulo confessa: “O nosso conhecimento é limitado” (1 Co 13:9).
Hoje o cristão vive entre o “Eu sei” e o “Eu não sei”. Jó não sabia entender a razão de seu sofrimento, mas declarava confiante: “Eu sei que o meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25).
Paulo nunca soube se seu arrebatamento ao terceiro céu foi no corpo ou fora do corpo (II Co 12:2 e 3), mas afirmava: “Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (II Tm 1:12).
A plenitude do conhecimento existe. É uma agradável esperança, que pode e deve ser alimentada. Quando vierem as outras plenitudes, então junto com elas virá também a plenitude do conhecimento como está escrito:
“O que agora vemos é como uma imagem confusa num espelho, mas depois veremos face a face. Agora conheço somente em parte, mas depois conhecerei completamente, assim como sou conhecido por Deus” (I Co 13:12 em A Bíblia na Linguagem de hoje)!
Pr. Maurício F. Morais, DD.
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